Sempre Ministrados

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domingo, 30 de outubro de 2016

John Wycliffe e a intocabilidade da liderança papal

John Wycliffe (1328 - 1384)
Benedetto Gaetani era o seu nome de nascimento, mas ficou muito mais conhecido como o centésimo nonagésimo terceiro Papa, Bonifácio VIII, que doou 68 anos de sua vida ao pontificado. Bonifácio será usado como exemplo para ilustrar de forma geral como era a liderança da Igreja nos tempos em que envolviam o movimento reformador.
        Bonifácio era ganancioso, fidalgo, altivo, avarento, gostava de pompa, era dado ao luxo de forma bastante excêntrica. Registros históricos afirmam que “sua coroa papal tinha 48 rubis, 72 safiras, 45 esmeraldas e 66 grandes pérolas.”1 Mesmo sendo cobiçoso à revelia do que lhe caberia como sacerdote, quase teve uma morte repentina e melancólica. Sua vida como Papa destoava da realidade comum de um pontífice, ou, pelo menos, de como deveria ser. Era mais alegórico, gostava de mostrar seu poder, sua autoridade e capacidade. Por diversas vezes vestia o manto imperial e bradava: “Eu sou César! Eu sou o imperador!” Usava outros líderes para acumular dinheiro às escondidas e seguiu por pelo menos duas décadas de papado ostentoso sobre uma autoridade poderosa. Bonifácio herdara um passado de liderança papal bastante suntuoso, dois séculos em que o pontificado reinou soberanamente sem rival, não somente no campo religioso, mas também no político. Tinha nas mãos a oportunidade de mostrar apoteose, aproveitando-se do autoritarismo que fazia questão de demonstrar. Talvez o seu maior exemplo tenha sido Inocêncio III (1198 – 1216), um Papa que destilava uma técnica notável de impor sua vontade para reis e imperadores. Assim, Bonifácio decidiu que deveria ser mais autoritário ainda, e achava isso normal.
        Acerca da autoridade da Igreja e sua relação com os homens, Hodge afirma:

Os romanistas definem a Igreja como a companhia de homens que professam a mesma fé, unidos na comunhão dos mesmos sacramentos, sujeitos aos pastores legítimos, especialmente ao papa. No tocante à primeira cláusula, excluem da Igreja todos os infiéis e hereges; no tocante à segunda, todos os não batizados; no tocante à terceira, todos os que não se sujeitam aos bispos que desfrutam de sucessão canônica; e, no tocante à quarta, todos os que não reconhecem o Bispo de Roma como cabeça da Igreja sobre a terra. É essa sociedade externa, visível, assim constituída, que Deus fez mestra autoritativa e infalível.2

        Essa informação preliminar figura bem o estado em que a liderança da Igreja Católica nos séculos precedentes à Reforma se encontrava: sólida e imponente. Percebe-se que não havia tolerância para quem pensasse diferente (o herege), a autoridade da Igreja era incontestável e o líder desta era tido como o mentor sobre tudo e todos. Os questionamentos dos reformadores se tornaram, esntão, hostis.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

[OPINIÃO] Quantas igrejas existem dentro da sua?

Igrejas dentro de igrejas. Como é isso?
Nos últimos dezesseis anos tenho percebido dentro das igrejas evangélicas no Brasil, especialmente as que eu fiz parte ativamente, algo curioso. O que deveriam ser reconhecidos tanto pela prática quanto pela nomenclatura, estou falando dos ministérios dentro de uma comunidade cristã, parecem exercer pequenas igrejas dentro de uma igreja maior. É estranho, muito estranho, mas real.
      Tenho observado ao longo desses anos práticas interessantíssimas, curiosas, esquisitas. Os "ministérios" estão fazendo pepéis de congregações de igrejas-mãe. Pasmem! Dentro da própria igreja! Como assim? E pode isso? As lideranças mais importantes estão se reunindo por conta própria, às escondidas, organizando eventos e festas, à revelia, separando-se daquilo que é conhecido como corpo de Cristo, um só, e não vários. Suas organizações acontecem à parte e seus desfechos são apresentados ao pastor somente após meses de planejamento, muito mais como um aviso do que uma proposta, pedido de consentimento ou elaboração de ideias, não estão mais aceitando uma opinião, não admitem uma possível poda do pastor. Já está tudo pronto. Só precisam do "aval" do pastor. Hã?
      A figura do pastor parece importar para uma parte da igreja (não arrisco dizer se a maioria ou a minoria) apenas para pregar nos cultos e resolver problemas bíblico-teológicos (e olhe lá) ou algo que envolva o nome da igreja. Será isso uma prova de que o pastor não possui mais o respeito que tanto nos ensina as Escrituras? "Obedeceis aos vossos guias e sede submissos para com eles (...) Acateis com apreço... os que vos presidem no Senhor..." (Hb 13.17; I Ts 5.12 ARA).
      Observo, e.g., o ministério de louvor, um dos mais importantes (não por isso o melhor). Quando atuei na liderança de um, tive que impor a verdade de que músicos e cantores (como se cantores não fossem músicos) não eram dois ministérios, isso mesmo, encontrei dois "ministérios" dentro de um, atuando silabicamente. O resultado era óbvio: a música não fluia, a ministração da Palavra de Deus não era notória nesta parte da igreja. Quem operava um instrumento pensava diferente de quem utilizava o microfone. O que é isso? O tempora! O mores! O Texto Sagrado não era lido, nem discutido, muito menos praticado nos ensaios, nem no dia a dia. As orações e consagrações não eram parte da vida ministerial dos músicos. "Meu Deus! Onde estou, senão em tua Casa?", exclamava ao ver tal situação.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Em um mundo de iguais, faça diferente

Ser diferente é não confundir brilho com brio
"Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um... Tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada..." - Romanos 12.1-8.

Em um mundo de iguais, fazer diferente é um desafio. Imagine um grupo de pessoas sedentas por justiça pelas próprias mãos, trazendo consigo uma pessoa que afirmavam ter cometido um grande pecado e utilizar-se de uma lei para confrontar um jurista, perguntando-o como ela deveria ser morta. Devemos levar em consideração o fato de que o grupo que traz consigo a pessoa acusada não procura um julgamento justo, mas  impõe sobre o jurista a decisão de como ela deve morrer. Todavia, de repente, o jurista reverte toda a acusação sobre o réu em direção aos seus acusadores que, inevitavelmente, reconhecem suas falhas, ainda que timidamente. Isso, de fato, ocorreu. O jurista em questão é Jesus, o réu é uma mulher apanhada em adultério e os acusadores são os escribas e fariseus, que deveriam ensinar e praticar a Lei, mas distorciam-na (Jo 8.1-11).
    O fato é que Jesus em nenhum momento aprova o que lhe é contrário, nem o pecado da mulher, nem o julgamento condenatório dos acusadores. Diante disso, a pergunta que devemos fazer é: Jesus agiu diferente? Óbvio que sim! Não apenas neste contexto, mas em todo o seu ministério humano.
    Fazer diferente enquanto todos adotam o mais fácil é muito complicado, requer bastante esforço e persistência. O texto bíblico nos mostrará que o primeiro passo para ser diferente, e com isso, experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, é ser fiel ao Evangelho. De que forma?

sexta-feira, 8 de julho de 2016

[OPINIÃO] Por que não consideram o pensamento judaico?

Irreverência não combina com cristianismo
Aprendi com um experiente e dedicado mestre que a Bíblia não pode ser compreendida por completa se não considerarmos a cultura, os usos, os costumes e a forma de pensar e entender as coisas da vida judaicos, sobretudo os da época de Cristo. É triste ver qualquer pessoa subindo em púlpitos, lecionando em EBDs, falando em rádios, TVs, nas praças, na internet, em alguns livros e até mesmo em seminários teológicos, sem o mínimo e aceitável conhecimento do que se entende por "Bíblia". A frase "não se faz mais 'qualquer coisa' como antigamente" parece querer um lugar especial nestas linhas que tracejo: não se faz mais pregadores como antigamente, não se faz mais líderes como antigamente, não se faz mais pastores como antigamente, não se faz mais profetas como antigamente. Antigamente, quando não se tinha pressa de terminar uma perícope, quando não havia ansiedade de querer mostrar a todos o conhecimento que [achava] que possuía, quando só podia ser mestre após os 30 anos de idade (em alguns lugares o limite era 40 ou mais), quando se havia todo o cuidado para abrir a boca e falar algo, querendo dizer que era Deus quem estava falando, quando se tinha temor e tremor pelo Eterno.

Os dias atuais estão repletos de animadores de palco, excepcionais oradores apenas, excelentes dominadores da língua portuguesa, possuidores de boa lábia para uma má finalidade, especialistas em testemunhos eletrizantes, produtores de milagres fajutos, legalistas, artistas famosos e anônimos, intérpretes de um drama teatral, músicos dramaturgos, diretores de arte hollywoodyanos em meio ao que denominam "momento de adoração", pregadores de uma homilética sem homilética nenhuma: lê o Texto, sai do Texto e nunca mais volta para o Texto. Líderes mergulhados no pecado consciente e distantes da santidade, logo, abstraídos das Sacras Letras. Ferramentas efêmeras nas mãos entristecidas de Adonai. Já dizia Charles Haddon Spurgeon: "Chegará um tempo em que no lugar dos pastores alimentando as ovelhas, haverão palhaços entretendo os bodes." Estes palhaços não possuem nenhum compromisso ou responsabilidade com a Sã Doutrina, são procurados por pessoas com comichão nos ouvidos que eles mesmos as ensinaram. Não respeitam a cultura original dos hebreus nem sequer consideram o pensamento judaico, a enorme e excelente fatia de todo o judaísmo que nos oferece uma gama de respostas para tantos mistérios bíblicos, o equilíbrio da nação escolhida pelo Eterno nos primórdios das Escrituras. O que se vê são pessoas que nunca pararam para refletir sobre o processo do casamento judaico, nunca compreenderam o porquê do vinho que Jesus transformou ter sido reconhecido por um especialista como o melhor vinho, nunca entenderam, de fato, a expressão "EU SOU" dita a Moisés, nunca souberam explicar as discrepâncias acerca de "um" Deus que, supostamente, se arrependeu (Gn 6.6), mas nunca se arrepende (Nm 23.19), nunca gastaram tempo para preparar um comentário sobre algo das Escrituras, nunca se desmancharam na presença de Elohim. Estes animadores irreverentes nunca agem com reverência, nunca pensaram de que maneira a mulher samaritana reconheceu que Jesus era judeu, nunca pararam para pensar sobre o porquê de o corpo de Jesus não estar mais no sepulcro, embora o lenço que o vestia estivesse, dobrado, arrumado. Nunca souberam explicar como o lenço de um apóstolo curava enfermos e o dono deste lenço sugere vinho para medicar outro apóstolo, ao invés de dar-lhe o [místico] lenço. Nunca se vê um esforço para silenciar sobre qualquer tema quando a Bíblia silencia, sempre querem especular.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Apologética e alguns passos para o arrependimento

A boa Apologética precede o sincero arrependimento
"Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Estas coisas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes: Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás... Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição. Outrossim, também tu tens os que da mesma forma sustentam a doutrina dos nicolaítas. Portanto, arrepende-te; e, se não, venho a ti sem demora e contra eles pelejarei com a espada da minha boca." -  Apocalipse 2.13-16.

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A medida em que passam-se os anos, a necessidade de relembrar ao povo de Deus as ordenanças bíblicas e abrir-lhe os olhos quanto ao erro que pode vir a cometer (ou já esteja cometendo) é surreal. Vivemos numa época de pluralismos ideológicos, muitas opiniões de todos os lados tem invadido o que se considera verdadeiro e puro quanto às Escrituras e a necessidade de uma Apologética comprometida com a ética, a educação e com a própria Escritura Sagrada tem sido cada dia mais crucial. Sim, é verdade que muitos religiosos rejeitam a Apologética porque consideram-na inútil para os dias de hoje, além de afirmarem que Deus não precisa ser defendido. A questão não é defender Deus, mas seus preceitos descritos na Bíblia, a qual consideramos a maior e única regra de fé e prática, embora respeitando traços culturais e de épocas distintas em que foram escritas, mas considerando igualmente sua atemporalidade, sobretudo no que se refere à valores absolutos. Outrossim, os teólogos que não concordam com a Apologética nos dias de hoje também afirmam que os apologetas contemporâneos se utilizam deste meio para ridicularizar a vasta gama de pensamentos teológicos existentes atualmente. Não se pode negar que isto é verdade, porém, há de se considerar algo: o problema não está na Apologética, e sim na maioria dos apologetas atuais, que a utilizam de forma incorreta. Um certo líder afirmou que "não existem várias teologias, mas uma Teologia e vários teólogos." Embora não concorde muito com essa ideia, este pensamento se encaixa perfeitamente no tema Apologética, pois traz a ideia de uma única Lei onde vários "legisladores" a tomam para si, sendo que só existe uma lei e um legislador, como afirma Albert Einstein: "Deus é a lei e o legislador do universo." Ora, não somos obrigados a usar da Apologia como se estivéssemos nos primeiros séculos da história do Cristianismo onde os pensamentos acerca de Deus e sua Palavra ainda estavam em formação, onde assuntos como a Trindade, e.g., eram intensamente discutidos. Não podemos usar de mediocridade e ignorância num tempo tão memoroso como o que vivemos agora, o início do século XXI, a era do conhecimento. A Apologética precisa ser utilizada sim, e de forma correta, ainda nos dias de hoje, com o mesmo objetivo: defender a fé cristã. Porém, nossos esforços para tanto merecem ser exercidos nos moldes de hoje, para as necessidades de hoje, buscando conciliar nossas ações do dia a dia com a regra de fé a qual [dizemos que] seguimos, contextualizando sabiamente, sem rupturas dos limites (II Jo 1.9). Quando isso é possível? Simples: quando precisamos nos arrepender de nossos erros e voltarmos ao centro da vontade de Deus. Isto é utilizar-se da Apologética cristã munido dos valores absolutos daquilo que consideramos a Palavra de Deus, i.e., a Bíblia.

terça-feira, 10 de maio de 2016

[OPINIÃO] Por que no meu tempo era diferente?

Vamos brincar de quê?
Quando eu era criança a minha brincadeira preferida era qualquer coisa referente a carros, desde pegar as tampas das panelas da minha mãe e fazer delas volantes automotivos até construir magníficas rodovias com direito a túneis e pontes, obras dignas de um verdadeiro engenheiro civil, tudo no melhor campo de trabalho à minha disposição, o quintal de casa.
Eu gostava muito quando minha casa ou a dos vizinhos estava em construção, principalmente quando a construção era embargada, os materiais (areia, barro, traço, etc.) ficavam ao meu inteiro dispor. Meus amiguinhos permaneciam boquiabertos. Sim, eu era muito bom, extremamente talentoso, não sei como não me tornei um engenheiro civil, sempre fui bom em matemática, trigonometria, física, cálculos, medidas e fórmulas em geral.

      O fato é que o tempo passou e as coisas mudaram. Sempre fui liderado pelo meu irmão mais velho, mas lembro-me perfeitamente quando estava próximo de completar meus 18 anos que comecei a me tornar mais líder do que liderado. Enfim, ao passar os anos, olho para trás e me pergunto sempre: "Por que no meu tempo era diferente?"
Em que sentido eu faço esta pergunta? A melhor resposta é "em todos os sentidos". Quando criança e adolescente eu, como qualquer menino ou menina nesta fase, recriava o que via ao meu redor. Todos os carros que passavam na minha rua eu sabia os nomes, fossem nacionais ou importados, e não sabia porque lia em jornais ou revistas especializadas em carros, muito menos na internet. Quase ninguém gosava destes privilégios na época, minha família, menos. Eu sabia porque lia atrás dos carros, geralmente no porta-malas, o nome de cada um, associando com o logotipo da montadora. Parece besteira, mas para a minha idade, a partir dos 4 anos, no final dos anos 1980 e início dos 1990, era surpreendente. Sem brincadeiras, eu sabia até mais que o mecânico e amigo da família que morava próximo. Assim, me apaixonei por carros, especialmente os grandes.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

[OPINIÃO] Existe alienação religiosa?

Para onde vai a sua pregação?
O problema de algumas igrejas nos dias de hoje é que seus membros se encontram em estado de inércia, alienados e prisioneiros de um sistema carcerário implantado nas congregações, podre e nefasto. Suas ideologias pregam a incompatibilidade de seus membros com as coisas do mundo. Não falo daquilo que é pecado, mas da vida que deve ser vivida dentro deste mundo. Ora, estamos nele, não? Ainda que não sejamos dele, ainda vivemos nele. Os frutos (se é que podem ser chamados de "frutos") dos que estão em estado de inércia não passam de ações de pessoas que possuem mentes cauterizadas, assim como seus líderes. Sim, chegamos na figura de quem possui a responsabilidade de guiar tais pessoas, o líder.

Ouvi dizer recentemente que o problema muitas vezes não é o líder, mas o liderado. Pode ser, dependendo da situação a que se refere, mas, da forma como abordaram tal ideia me obrigou a me perguntar: como assim? É covardia comparar a situação de uma ovelha nos dias atuais com a relação Judas Iscariotes - Jesus Cristo. Isto envolve pelo menos quatro áreas teológicas bastante controversas e polêmicas. Não pode ser analisado num simples comentário ou pensamento pessoal.

Em toda a Bíblia percebemos o quanto o líder é importante: No Éden, Deus era o líder e não prendeu seus liderados a uma ideologia humanista e pobre. Ele disse: "Comam de tudo, exceto daquela árvore." Em toda a história que envolve os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó até toda a pregrinação de Israel (Josué) os líderes foram fundamentais para seus respectivos povos. No tempo dos juízes, todos eles foram importantíssimos na permanência da ordem e decência do povo. Na Monarquia, desde Saul, Davi, Salomão e outros reis de Israel, a liderança foi importante e definitiva para a vida do povo, tanto na esfera religiosa quanto na política. Na era profética (Samuel, Elias, Eliseu, Isaías, Jeremias, Habacuque, etc.) a voz de Deus ecoava para os ouvidos do povo mediante a boca destes homens chamados por Ele.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Qual a utilidade e inspiração das Escrituras?

Somos o público alvo das Escrituras
"Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra."
-  II Timóteo 3.14-17.

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Quando penso na utilidade de algo, logo penso na sua construção. Quando se cria algo, é fato determinante que antes da criação de qualquer ideia é necessário pensar em questões como “para que ou para quem se cria”. O público alvo de uma determinada ideia precisa ser definido antes para que o sucesso esteja garantido. A inspiração das Escrituras não ocorre por mera vontade divina sem um objetivo, Deus a inspirou porque tem como alvo cada um de nós.
Paulo lembrou a Timóteo que permanecesse naquilo que aprendeu e foi inteirado desde sua infância mediante a inspiração e utilidade das Escrituras. Isso leva-nos a pensar sobre o tempo que deve existir para que eu ouça, aprenda e ponha em prática tudo aquilo que as Escrituras me proporcionam.
A infância é a parte da vida de uma pessoa que faz toda a diferença no decorrer de seus dias. Sobre isso, Matthew Henry diz: “A infância é a época de aprendizagem, e aqueles que aprenderão de verdade devem aprender com as Escrituras, as quais não devem estar esquecidas ao nosso lado, e sim lidas, e com frequência.”1 Diante disso, lembro-me de como uma criança é capaz de aprender e colocar em prática o que absorve no mais simples cotidiano. Um dos filhos de um grande amigo meu, no manusear de um simples aplicativo para smartphone, aprende algumas saudações hebraicas e passa a utilizá-las no dia a dia de uma forma pura e simples, onde em alguns momentos chega até mesmo a corrigir o pai, que é um seminarista. Percebemos como a ocasião na mais tenra idade é propícia para o aprendizado, e não apenas isso, mas a execução do que se aprende. Uma criança possui facilidades de aprender e pôr em prática qualquer coisa que experimenta.
Somos lembrados por Paulo a permanecer naquilo que fomos inteirados acerca da inspiração e utilidade das Escrituras, e muitas vezes, o que nos é introduzido vem da nossa infância, seja literal ou simbólica, i.e., a nossa infância na fé em Cristo.
Nossa ideia nesta reflexão é lembrar a cada um de nós, cristãos, a permanecermos naquilo que nos foi ensinado e inteirado acerca da inspiração e utilidade da Bíblia, na mais pura e simples objetividade. Vejamos alguns pontos em que o texto nos instrui.

quarta-feira, 2 de março de 2016

3 características de uma igreja morta

A igreja subsistirá, mas...
"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que tem têm cauterizada a própria consciência." -  I Timóteo 4.1,2.

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A primeira vez que preguei este sermão foi no segundo domingo de dezembro de 2015, o dia da Bíblia, e foi uma noite especial para mim, pois me deliciei com esta verdade desde o primeiro momento que o construi. Foi um momento marcante.
Não há como não confessar o fato de que sim, nós estamos vivendo tempos difíceis. Já dizia o filósofo Marco Túlio Cícero: "O tempora! O mores!", "Que tempos! E que costumes!", tempos que costumo dizer como Cristo afirmou: "Este é o princípio das dores." (Mt 24.8). Há de se perceber que os tempos em que vivemos atualmente são bastante estranhos, em vários sentidos, não apenas para a Igreja mas também para a sociedade em geral, afinal, o que ocorre na vida cotidiana reflete na Igreja, e vice-versa. É estranho ver que pessoas lutam para normalizar leis que obriguem crianças a escolherem seus gêneros sexuais, que a Igreja seja obrigada a realizar casamentos de pessoas do mesmo sexo, que a prostituição deve ser legalizada, assim como as drogas, que haja mentira no meio evangélico e ninguém, tendo pleno conhecimento dos fatos, faça nada, que aquilo que a Bíblia diz que é pecado seja tratado como algo frequente e normal. Contudo, o mais estranho é perceber que cristãos estão abrindo a guarda e aceitando (esta é a palavra) determinados pontos que as Escrituras já proibiram (esta é a antonímia).
O artigo de hoje parte do princípio da apostasia, passeia um pouco sobre outros princípios bíblicos e depara-se com as três principais características que uma igreja morta, ou prestes a isso, possui: A igreja que não ora, relativiza o pecado e abandona as Escrituras.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

5 pontos de Jesus Cristo altruísta

Ausentes de egoísmo
"Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para a edificação... acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus."  -  Romanos 15.2,7.

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Vivemos uma época difícil em vários sentidos. Há uma grande gama de seres humanos que parecem fazer jus ao que Cristo predisse para seus discípulos: "O amor se esfriará de quase todos." (Mt 24.12 ARA). Pessoas que formulam frases do tipo "minha felicidade, meus direitos, minhas vontades, meu gosto, etc.", utilizando-se de pronomes possessivos no singular referentes ao seu "eu" como nunca, época de egoísmo e individualidade, singularismo, humanismo, excentricidade, algo que eu gosto de chamar síndrome da emulação mais que perfeita: "Eu posso ser igual a ele. Na verdade, posso ser e fazer melhor do que ele e todos verão que eu tenho mais capacidade do que ele."
No meio cristão isso não é diferente. Aliás, parece que nos últimos anos a demanda de egoísmo nos ambientes evangélicos vem crescendo assustadoramente. Confunde-se o que é feito em nome de Cristo: "Ele me disse, eu acho" está sendo mais ouvido e valorizado do que "Assim diz o Senhor na sua Palavra" ou "Ele nos diz conforme a Bíblia". Perdeu-se o prazer de servir ao outro e um dos maiores motivos para isso é a crescente profissionalização demasiada das funções na igreja, descaracterizando o verdadeiro sentido do Evangelho, transformando o corpo de Cristo numa instituição empresarial, numa organização filantrópica, numa empresa, que tem a sua subsistência em lucros financeiros. Uma pena. Construimos a nossa própria teologia, nossa própria pregação, nossa própria igreja, nossa própria opinião, e esquecemos que tudo é por Cristo, para Cristo e por causa de Cristo (II Co 3.4,5; Rm 11.33-36; Cl 1.17). Quem ama a Deus precisa amar o próximo. Quem ama o próximo deve amar a Deus (I Jo 4.20).