Sempre Ministrados

Pesquisar neste blog

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A glória de Deus no culto cristão

Vamo pulá, vamo pulá... Vamo não?
"Então, ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória."  -  Êxodo 33.18.


[Este artigo corresponde a continuação de "A necessidade de ordem e decência no culto"]

O que significa a Glória de Deus no meio do seu povo? Qual o principal fundamento para discernir corretamente a Glória de Deus? Para que serve a Glória de Deus? O que é a Glória de Deus?
Se a sua pergunta não foi relacionada acima, fique calmo, pois estaremos disseminando tudo o que for possível à luz da Bíblia sobre a Glória de Deus no culto cristão.
Só para reforçar, quero dizer que os versículos citados são transcritos da versão Almeida Revista e Atualizada (ARA), que é a versão padrão adotada a partir deste ano pelo Ministrados. Os links, porém, correspondem as versões disponíveis pelo site bibliaonline, ACF e NVI. Mais informações, clique aqui.

A palavra glória, sem dúvida, é um conceito importante na Bíblia. Além disso, deve ser entendida como complexa, i.e., difícil de entender. Mas será mesmo que é difícil de entender ou, na verdade, é difícil de aceitar?
Diferente do que ouvimos com frequência na maioria das igrejas a respeito do termo Shekinah, a expressão glória é uma tradução de vários termos na Bíblia, tendo como principal o hebraico tip'eret, que significa beleza, ornamento, distinção. Não estou dizendo com isso que o uso da palavra Shekinah esteja incorreto, mas que deve haver uma atenção singular para expressões mais originais1. Tip'eret é o mais antigo dos termos para glória.
Este termo é utilizado, e.g., em relação às vestes sacerdotais de Arão: "Farás vestes sagradas para Arão, teu irmão, para glória e ornamento." (Ex 28.2).
O termo em questão significa glória em diversos sentidos. É possível encontrá-lo aludindo à dignidade de alguém, como um coroa de glória que simboliza qualidades como dignidade elevada (Pv 4.9; 16.31; Et 1.4; cf. Ap 4.11).
Na repetição da Lei2 está escrito: "Para, assim, te exaltar em louvor, renome e glória sobre todas as nações que fez e para que sejas povo santo ao Senhor, teu Deus, como tem dito." (Dt 26.19). Aqui, o termo glória associa-se com santidade (distinção) no sentido de diferente, separado, denotando uma qualidade pertencente à Deus. Repare que o texto aduz sobre obediência (cf. vv. 16-19) e sugere que após a obediência do povo israelita, Deus o exaltaria em louvor, renome e glória, para que se torne, de fato, santo ao Senhor. Logo, a glória de Deus se refere a retidão (Sl 25.8; 33.1; 119.137).
Também a glória do Senhor equivale a honra atrelada ao seu nome: "Teu, Senhor, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade..." (I Cr 29.11).

Embora tip'eret seja a mais antiga das expressões referentes a glória, a comum, porém, no AT é kãbhodh (ou kabod) e no NT é doxa, cujos significados expandem-se para peso, dignidade, excelência, copiosidade (cf. Pv 1.233).
Nos salmos 19.1 e 63.2, e.g., a expressão glória refere-se ao próprio Deus e consiste na manifestação da sua natureza. Em Isaías 6 o assunto específico é a revelação da santidade e majestade divinas, que estão intimamente relacionadas entre si. Algumas vezes no AT a glória de Deus está ligada à uma aparição [quase] física (Ex 33.18ss; Lv 9.23)4.
A partir daí é que entra o termo mais conhecido entre os evangélicos, a glória Shekinah ou a presença de Deus em glória5.
Em o NT a presença de Deus (doxa) é ligada a Jesus Cristo. Logo em seu nascimento ocorre um acontecimento sublime e glorioso; uma multidão da milícia celestial liderada por um anjo, subitamente, louva a Deus: "Glória a Deus nas maiores alturas..." (Lc 2.13,14). Este evento vem provar que a glória do Pai seria revelada no Filho (Lc 1.32; Jo 10.30; 14.9; 17.5; cf. Hb 1.3,4).
No AT a glória de Deus resume-se na presença magnificente do Senhor. No NT, o termo grego doxa vem ensinar que a glória de Deus acontece mediante Cristo e traz a revelçao de quem é Deus e como ele deve ser chamado, de Pai (Jo 14.6; cf. Mt 6.9). Ora, quem melhor do que Cristo para nos mostrar a glória do Pai, sendo ele a expressão exata do Deus vivo? Obviamente o único Mediador entre Deus e os homens (Hb 1.3; I Tm 2.5).
A glória de Deus foi, é e será muito bem representada pelo Filho amado, desde o seu ministério terreno até a Nova Jerusalém (Jo 1.14; Ap 21.22,23).

A respeito do que vimos até aqui acerca da glória de Deus, torna [mais do que] suficiente compreender que este assunto é muito, muito sério.
Se um dos homens mais sábios da Bíblia certa feita assinalou "Guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus" (Ec 5.1), muito provavelmente, aliás, evidentemente a glória de Deus merece toda reverência do ser humano (At 9.3,4Is 6.3; 45.23; Rm 14.11).
Contudo, não é o que se vê atualmente. Se o mundo não respeita a glória de Deus nem o próprio Deus, isso é fato e bíblico (II Pe 3.3; Jd 1.17-19), agora, se a igreja não dá a devida reverência à presença gloriosa do Senhor, além de isso também ser fato e bíblico (Jo 1.11; Mc 6.1-3; Rm 3.23), é porque sua mente não comporta o Conhecimento (Is 5.13; Os 4.1,6; Hb 5.12) ou por malícia e desobediência mesmo (Rm 1.21; I Co 12.1; II Co 3.14,15).
Mas isto não é o pior. A Bíblia mostra claramente que a grande culpa de tamanha ignorância ou escárnio dentro da igreja vem dos líderes (não que o povo esteja livre de culpa - Os 4.4; II Co 4.2; 11.13-15; Gl 1.6,7; Ap 2.14,15,20) e acaba refletindo na igreja (II Co 11.3,4; Gl 5.9).
Atentando para esta falta de conhecimeto bíblico, discorreremos a seguir sobre mais algumas "desculpas teológicas" que levam muitas pessoas a participarem de movimentos espalhafatosos nas igrejas, afirmando ser a "liberdade do Espírito".

2. Não consigo ficar em pé:

Acerca de II Crônicas 5, S. E. McNair afirma: "Este trecho fala do começo do culto no templo, e vemos que era caracterizado por obediência, sacrifício, reverência, gozo e glória. Porventura tudo isto entra em nosso culto também?"6
Referente ao mesmo texto e I Reis 8.1-11, William MacDonald afirma: "...a glória do Senhor encheu o templo de tal modo que os sacerdotes não puderam permanecer lá dentro para ministrar."7
A glória de Deus pode ter uma complexidade interminável para discerní-la literalmente, mas isso não dá o direito de inventarmos qualquer situação e atribuirmos à autoria ao Espírito Santo. William MacDonald vem confirmar justamente isso. Ele derruba qualquer empecilho que faça com que a glória de Deus seja algo indecifrável e torna sua explicação bastante simples.
É importante perceber nos dois textos acima o termo nuvem (hb 'ãnãn) relacionado à glória de Deus (I Rs 8.10,11; II Cr 5.13,14). O termo também aparece na Bíblia Hebraica e significa nimbo, i.e., nuvem carregada, nublado. Na antiguidade era comum as pessoas verem as nuvens como um pedestal ou manto da presença divina, o que provavelmente tenha a ver com a frequência do termo no AT.
Esta expressão 'ãnãn é a mesma encontrada, e.g., na fuga do povo israelita do Egito (Ex 13.21,22) e na ocasião em que Moisés ficou no monte Sinai com Deus (Ex 24.15-18) marcando a Sua presença.
Assim, o fato de "não conseguir ficar de pé" por causa da glória de Deus não significa ser jogado, cair, receber uma descarga de poder, etc etc, mas simplesmente que o momento não é mais humano, e sim divino, i.e., tanto os ministros do templo de Salomão como os cristãos atuais não conseguem mais ministrar ou cultuar a Deus de forma coletiva porque o grande Ministro, que é Deus, manifestou-se poderosamente no local, fazendo com que os presentes o contemplem na beleza da sua santidade.
É preciso comentar que o fato de cair ou ser jogado ao chão nada tem a ver com a ação do Espírito ou da glória de Deus. Embora a explanação acima já tenha sido suficiente, vale mencionar que as Escrituras aludem à Satanás como aquele que sacode o homem ao chão (Mc 9.17,18 NVI) e que o Espírito de Deus, através do nome de Jesus, deseja levantar o homem, não derrubá-lo (Mc 9.27 NVI).


3. Onde há o Espírito, aí há liberdade:

Acerca de tal afirmação é possível encontrar várias explicações sem nexo. Os argumentos mais comuns baseam-se no que, e.g., o reverendo Augustus Nicodemus afirmou: "Se há um mover do Espírito no culto, as pessoas tem liberdade para fazer o que sentirem vontade, já que estão sendo movidas por Ele, não importa quão estranhas estas coisas possam parecer."Todavia, é evidente que a liberdade em Deus não funciona assim.
É impressionante perceber quantos pastores pentecostais (caso você não concorde com as palavras do reverendo presbiteriano) ensinam o verdadeiro proceder no culto cristão e mesmo assim há tanta bagunça nas igrejas.
O pastor Antônio Gilberto, um dos teólogos pentecostais mais respeitados, explica o seguinte: "A Palavra e o Espírito interpenetram-se, combinam-se em sua operação conjunta na igreja. A Palavra é a espada do Espírito (Ef 6.17), e o Espírito interpreta e usa a Palavra. A predominância da doutrina do Senhor corrige erros, evita confusões e repara estragos."9
Ai daqueles, segundo a massa ignorante da igreja, que questionar tais ações escabrosas. Logo são taxados de carnais, frios, sem unção, metidos, etc., não se deve, em hipótese alguma, inquirir o mover do Espírito, que, quando está no controle, [absolutamente] tudo é válido.
Assim, quando o culto acontece normalmente, sem desnecessidades, logo é visto como um culto morto, frio, pesado e abre portas para que a maioria critique o pastor e culpe a igreja de estarem cobertos de pecados. Já ouvi esposas de obreiros dizendo: "Meu sonho é ver meu marido sendo batizado pelo Espírito Santo carregando um banco [desses de madeira que cabem umas doze pessoas] nas costas. Vai ser lindo!" O banco precisa estar cheio de gente também? Francamente, isso é uma das maiores inabilidades que a igreja moderna alimenta.

Ao mencionar "onde há o Espírito, aí há liberdade." (II Co 3.17), Paulo não se referia ao culto cristão, tampouco a peripécias humanas, mas a forma como os crentes da época deveriam ler as Escrituras, i.e., o AT. Ora, "onde há o Espírito do Senhor, não há compulsão."10
Paulo estava fazendo uma breve comparação das glórias da Antiga e Nova Alianças (Rm 8.18; II Co 4.17,18). Não disse que o Antigo Concerto não possuía glória, e sim que a "nova glória" agora manifesta no NT supera a anterior (Mt 5.17,18; Hb 7.12). Isso é enaltecer a pessoa e o ministério de Jesus Cristo, algo que o cristãos de Corinto não estavam fazendo.
Segundo Lawrence O. Richards11, Paulo concorda que Moisés é a figura humana central do AT e por isso compara a glória de Deus exibida nele com a que foi/é manifesta agora no crente do NT. Paulo é sucinto em mostrar, utilizando apenas os princípios do midrash12, que a glória no tempo da Lei era simbólica, passageira, mas real, se comparada com a do NT, a glória visível e crescente de Deus através de Cristo (II Co 3.13,18Hb 1.2,3; cf. Jo 17.5).
É por isso que o apóstolo Paulo menciona passagens da Lei (Ex 34.29-35) esclarecendo a forma correta de se coletar os fatos escritos por Deus na Nova Aliança, enfatizando que a Lei, agora em nosso tempo compreendendo toda a Bíblia, não é motivo de prisão, mas de liberdade: "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito." (II Co 3.18; cf. Tg 1.25). Desta forma, os coríntios e nós, que formamos a igreja do Senhor, possuímos mais ousadia para encontrar a verdadeira mensagem escondida no mais íntimo lugar das Sagradas Escrituras (At 6.4; 17.11,17; cf. II Pe 1.19-21).
Os judeus da época de Paulo, assim como visto quando Jesus ainda ministrava na terra, não enxergavam a Cristo ao lerem o AT porque mantinham o mesmo véu de Moisés na mente e no coração13, impedindo-os de observarem a beleza de Cristo mesmo nas menções de Moisés (Jo 5.46,47).
Sob tal ignorância, tanto os cristãos daquela época como os de hoje, devaneiam-se no convívio com a Bíblia. Será uma necessidade de conversão?14


4. A chama não pode se apagar:

A passagem literal e original que se refere a esta menção encontra-se em Levítivo 6.13.
Para que possamos compreendê-la perfeitamente, é preciso considerar alguns pontos:
(1) É relacionada a Lei15: Mais especificamente ao momento do holocausto, i.e., sacrifício em que a vítima, um animal, era completamente queimada em sinal de que o ofertante se dedicava completamente a Deus (e.g. Ex 29.18);
(2) Refere-se ao Tabernáculo: Grande santuário móvel onde era realizado o culto dos israelitas durante seu traslado no deserto (Ex 25.8);
(3) Alude ao momento da adoração: No momento do holocausto, o animal, depois de limpo, era colocado no altar construído para este fim e a ordem era que os sacerdotes mantivessem as chamas sempre acesas (Lv 6.13).

É preciso compreender um pouco a imaginação fértil dos crentes que defendem esse texto como motivo para se manter saltitante na presença de Deus.
Realmente a Bíblia fala que Deus é fogo (Dt 4.24; Hb 12.29), mas o sentido não tem nada a ver com o remanto que tanto é aclamado pelos foliões, e sim com o fato de que Deus é consumidor, no sentido de castigar (Dt 4.23,24; Lv 10.1,2) ou de consumir o sacrifício ofertado pelo homem que, na verdade, deveria ser o próprio homem (I Rs 18.38; Jo 3.16; I Jo 3.16).
O fogo deveria ser mantido aceso pelo simples fato de que quem o acendeu pela primeira vez não foi o homem, mas o próprio Deus (Lv 9.24), i.e., só a graça de Deus é quem consome nosso pecado e mantém a chama acesa, com o propósito de nos manter puros, nós é que temos a responsabilidade de permitir que esta chama seja mantida em nós como sinal de santidade perante a glória de Deus. Se não fosse assim, Nadabe e Abiú, filhos de Arão, o sumo-sacerdote, não teriam sido exterminados pelo fogo de Deus (Lv 10.1,2).
Contudo, a forma geral de se entender o significado do fogo ardente é a seguinte: No tempo do Tabernáculo não haviam postes, energia elétrica nem tecnologia suficiente para iluminar o ambiente interno da Tenda. Embora o altar do holocausto ficasse no pátio, logo após a porta principal (Ex 40.29), no Santo Lugar e no Santo dos Santos, mesmo ao meio-dia, por causa da quantidade e grossura das cortinas que os cobriam (Ex 26.1-13), densa escuridão habitava ali (I Rs 8.12; II Cr 6.1)16, o que tornava necessário o uso do candelabro para iluminar o ambiente (Ex 25.37). Outro ponto a ser salientado é que para o candelabro, além de seu significado espiritual que observava a presença do Espírito de Deus, haviam espevitadeiras e apagadores (Ex 25.38), insinuando que tudo relacionando ao culto a Deus na terra tem hora para começar e para terminar, i.e., ordem (I Co 14.40).
Se o fogo de Deus como presença do Espírito Santo na vida do cristão deve significar alguma coisa, há de ser a presença de Deus como mantenedora de vida, não sendo isto motivo para generalizar toda e qualquer expressão bíblica referente a fogo.
A palavra glória aparece na Bíblia 401 vezes, sendo 227 no AT e 174 no NT.*


NOTAS SOBRESCRITAS:

1. Os rabinos costumavam chamar a glória de Deus utilizando o termo Shekinah quando Sua presença era visível entre o povo; 
2. A expressão repetição da Lei é o significado da palavra deuteronômio que dá nome ao último livro do Pentateuco;
3. Atente para a versão ARA: "...eis que derramarei copiosamente para vós outros o meu espírito...";
4. Ou mais corretamente de forma visível, palpável, perceptível, ao alcance de todos, embora o que se mostrou ali não tenha sido a face de Deus propriamente dita (cf. Jo 1.14; Ex 33.20), mas a sua glória segundo o seu beneplácito (querer, vontade, aprovação);
5. Veja a nota 1;
6. [subscrito por causa da aspa] A Bíblia Explicada, S. E. McNair, 4ª edição, Rio de Janeiro, 1986, CPAD, nota de II Cr 5;
7. [subscrito por causa da aspa] Comentário Bíblico Popular, William MacDonald, AT, 2001, Mundo Cristão, notas de I Rs 8.10,11 e II Cr 5.11-14;
8. [subscrito por causa da aspa] Do artigo "O que é a 'liberdade no Espírito'"? de Augustus Nicodemus, acessado em 21 de setembro de 2014;
9. [subscrito por causa da aspa] Teologia Sistemática Pentecostal, vários autores, 2011, CPAD, Pneumatologia por Antônio Gilberto, p. 202;
10. Reverendo Wilfrid Isaacs, mencionado por S. E. McNair em A Bíblia Explicada (veja nota 6), nota de II Co 3;
11. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, Lawrence O. Richards, 7ª impressão, 2012, CPAD, pp. 371 e 372;
12. Forma judaica de comentar e explicar as Escrituras;
13. Subentendido;
14. Para maior compreensão da pergunta, considere II Co 3.16;
15. Para compreender a forma correta de interpretar a Lei, consulte o tópico anterior;
16. A escuridão em que Deus habita nada tem a ver com as trevas malignas, apenas ausência física de luz (Gn 1.2). Para que não haja sombra de dúvidas, os textos de I Rs 8.12 e II Cr 6.1 não contradiz II Co 6.14. Os primeiros, assim como Gn 1.2, tratam de luz literal e o segundo faz distinção entre a natureza de Deus e a personalidade do Diabo. Se houver questões sobre o batismo com fogo, consulte o tópico O batismo com fogo é distinto no artigo em que se considera como primeira parte deste. Clique no link: [http://goo.gl/yy7HOA].

* Dados estatísticos extraídos da Concordância Bíblica Exaustiva Joshua, Oséias Gomes Oliveira. Mais detalhes na página "Bibliografia".

0 comentários: