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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

5 pontos de Jesus Cristo altruísta

Ausentes de egoísmo
"Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para a edificação... acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus."  -  Romanos 15.2,7.

Antes de qualquer coisa, por favor, leia este aviso: [http://goo.gl/GW1BGO].
Acerca das novas regras dos versículos citados no blog, por favor, leia isto: [http://goo.gl/x1mheV].

Vivemos uma época difícil em vários sentidos. Há uma grande gama de seres humanos que parecem fazer jus ao que Cristo predisse para seus discípulos: "O amor se esfriará de quase todos." (Mt 24.12 ARA). Pessoas que formulam frases do tipo "minha felicidade, meus direitos, minhas vontades, meu gosto, etc.", utilizando-se de pronomes possessivos no singular referentes ao seu "eu" como nunca, época de egoísmo e individualidade, singularismo, humanismo, excentricidade, algo que eu gosto de chamar síndrome da emulação mais que perfeita: "Eu posso ser igual a ele. Na verdade, posso ser e fazer melhor do que ele e todos verão que eu tenho mais capacidade do que ele."
No meio cristão isso não é diferente. Aliás, parece que nos últimos anos a demanda de egoísmo nos ambientes evangélicos vem crescendo assustadoramente. Confunde-se o que é feito em nome de Cristo: "Ele me disse, eu acho" está sendo mais ouvido e valorizado do que "Assim diz o Senhor na sua Palavra" ou "Ele nos diz conforme a Bíblia". Perdeu-se o prazer de servir ao outro e um dos maiores motivos para isso é a crescente profissionalização demasiada das funções na igreja, descaracterizando o verdadeiro sentido do Evangelho, transformando o corpo de Cristo numa instituição empresarial, numa organização filantrópica, numa empresa, que tem a sua subsistência em lucros financeiros. Uma pena. Construimos a nossa própria teologia, nossa própria pregação, nossa própria igreja, nossa própria opinião, e esquecemos que tudo é por Cristo, para Cristo e por causa de Cristo (II Co 3.4,5; Rm 11.33-36; Cl 1.17). Quem ama a Deus precisa amar o próximo. Quem ama o próximo deve amar a Deus (I Jo 4.20).

Para onde vamos com tanta obstinação? Por que somos tão fanáticos em voltar freneticamente aos rudimentos fracos e pobres do passado? Por que temos a tendência de voltarmos tão depressa para "outro" evangelho? Bem disse Paulo aos gálatas: "Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho." (Gl 1.6 ARA), onde naquela ocasião repreendia o retrocesso dos crentes da Galácia à escravidão dos rudimentos fracos e pobres da antiga aliança sob costumes judaicos fadados ao fracasso da vida integral (Gl 4.9).
Da mesma forma que Paulo menciona Deus mediante a graça de Cristo aos insensatos gálatas, o próprio Cristo é lembrado pelo mesmo Paulo escrevendo aos romanos, agora exortando aos crentes de lá acerca da ausência de egoísmo.
A carta aos Romanos foi escrita pouco depois da segunda carta aos Coríntios, provavelmente em 56 d.C. A maioria dos pesquisadores afirmam que a dispersão dos judeus foi o motivo pela instalação de várias sinagogas no território romano (At 8.1). Houve um convencimento em Roma de que o politeísmo romano era falso, por isso o crescimento do cristianismo era evidente e a perseguição de César presente (At 8.4-8).
A epístola aos Romanos foi redigida com o propósito principal de obter contato com os crentes locais (1.7) e atingir aos muitos gentios de Roma (1.13).
A carta pode ser dividida em três partes: doutrinas básicas acerca da salvação (caps. 1-8), auxílios às descrenças de alguns (caps. 9-11) e princípios gerais da vida cristã (caps. 12-16).
Analisando o texto de Romanos 15.1-7 extraimos 5 pontos em que Jesus nos ensina através de Paulo o modelo cristão de ser na essência do Mestre.

1. Suportar as debilidades dos fracos (v. 1):

O texto se refere aos fracos na fé (cf. Rm 14.1).
Ao minuciar este versículo, uma questão inevitavelmente nos constrange: Qual a utilidade do meu conhecimento? Induzir o outro ao pecado, estando eu nele ou alimentá-lo com a verdade e com isso honrar o sacrifício de Cristo? É óbvio que o cristão piedoso responderia a opção 2: alimentar o outro com a verdade e honrar a Cristo. Todavia, a segunda questão que se forma é justamente em cima disso: Escolho a opção 2, mas vivo-a plenamente?
Falando aos coríntios, Paulo nos mostra a responsabilidade que carregamos ao utilizarmos o nosso conhecimento em benefício do outro:
"Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos. Porque, se alguém te vir a ti, que és dotado de saber, à mesa, em templo de ídolo, não será a consciência do que é fraco induzida a participar de comidas sacrificadas a ídolos? E assim, por causa do teu saber, perece o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. E deste modo, pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência fraca, é contra Cristo que pecais." (I Co 8.9-12 ARA. Grifo nosso).
Aos que se dizem dotados de saber mas consomem idolatria tem induzido a muitos, por causa do conhecimento que levam, a perecerem, como se não bastasse a fraca fé do outro. Isto é real e inegável. Paulo diz que é contra Cristo que estão pecando, e com isso, desvalorizando o sacrifício na cruz.
Por isso, a indagação acima deve incomodar a nossa consciência: Qual a utilidade do meu connhecimento? Salomão bem afirmou: "Ouça o sábio e cresça em prudência; e o instruído adquira habilidade." (Pv 1.5 ARA).
Os dois pontos que precisam ficar claros sobre a responsabilidade de saber é: (1) O sábio, por mais que saiba, deve ouvir para crescer em prudência, i.e., sempre aprender mais a lidar com toda a bagagem de sabedoria que leva, e (2) o instruído, por mais que possua toda a instrução, deve dispor de habilidades, ou seja, saber passar o conhecimento que detém, nunca para induzir o outro à queda. Acerca disso, penso o seguinte:
"O primeiro passo é admitir que preciso entender a fragilidade dos mais fracos na fé quanto a pontos específicos dentro da comunidade religiosa: usos e costumes, tradições, crenças, pensamentos, etc. que advém de acordo com a cultura, a criação, o local e a época em foram vividas (Rm 14.1-12). O segundo passo é ser para eles um exemplo de líder piedoso (I Co 4.2), ensinando-os na doutrina dos apóstolos (At 2.42), profecia das Escrituras (II Pe 1.19-21) e no caminho estreito (Mt 7.13,14), mostrando que ser cristão é ter a consciência de saber tanto a largura quanto o comprimento, a altura e a profundidade do amor que excede todo o entendimento, o amor de Cristo, não escondendo-lhes a verdade ou guardando-a para mim, mas expondo-a de forma clara e convincente a todos, e que ser cristão e partilhar dessa plenitude não implica estar preso a dogmas locais (Ef 2.19-22; 3.14-19). Fazei tudo isso pela fé (I Tm 4.12)."1
Suportar as debilidades dos fracos na fé é renunciar nossa liberdade por amor a eles e a Cristo, guiando-os pelo bom caminho, não necessariamente tendo que viver como eles por muito tempo, mas até "ganhá-los" na simplicidade, exemplo, piedade e amor, mostrando-vos a verdade que liberta.
Isto posto devemos entender que a liberdade não liberta apenas do pecado, mas também dos costumes que obstruem a atuação do Evangelho em nossa vida, tal como Pedro experimentou o fato de que Cristo deseja alcançar muitos considerados perdidos (At 10.34,35) ou o cego de Betsaida que obteve cura fora de sua aldeia (Mc 8.22-26). Ambos, dentre outros personagens bíblicos, aprenderam pelo próprio Cristo que muitos costumes, crenças e fundamentos humanos impedem a ação divina. São estes que devemos suportar, ensinando-os pelo amor de Cristo a caminharem numa firme fé.


2. Não agradar a nós mesmos (vv. 2,3):

Aqui entra o que nosso tema sugere: o altruísmo propriamente dito. E o que seria altruísmo? O dicionário da língua portuguesa contribui com algumas definições: atitude que visa o bem-estar do próximo sem considerar seus próprios interesses, e.g., por si só já satisfaz nossa necessidade, porém, talvez o melhor e mais simples conceito para altruísmo seja ausência de egoísmo.
Além de amputar de nós o egoísmo, devemos suprir as necessidades sapienciais do outro com a verdade simples, pura e objetiva, visto que nos tempos atuais a clareza do Evangelho, por mais complexo que seja em alguns pontos, vem sendo deturpada por uma mensagem de fardo muitas vezes insuportável para fins egoístas. Muitos não suportam mais a sã doutrina e procuram entre si líderes que cooperem com ensinamentos para suas próprias cobiças, recusanddo-se a ouvir a verdade, preferindo as fábulas (II Tm 4.3,4). A mensagem de Paulo aos romanos aqui leva-nos ao contrário da realidade exposta a Timóteo: temos que agradar ao outro naquilo que seja necessário para o seu crescimento na fé, não no que ele aspire (Cl 4.6).
Outro ponto a ser salientado é o fato de que nós, como líderes e bem maduros na fé, temos o apoio bíblico para combater os insubordinados, pairadores frívolos e enganadores, que pervertem famílias inteiras, ensinando o que não devem por puro interesse próprio (Tt 1.10,11).
Não agradar a nós mesmo também é ser exemplo para os fracos, e não vergonha (I Tm 4.12) e seguirmos o modelo de ser na essência do Mestre:
"Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação." (Rm 5.6-11 ARA. Grifo nosso).
Não agradar a nós mesmos implica em servir com excelência a todos os membros como Cristo o fez. No texto acima escrito aos romanos é impossível ver Cristo egoísta, não, ele foi totalmente altruísta, ausência de cobiça para si mesmo, pois deu-se em morte, e morte de cruz, para salvar o total depravado quando este nele crer (Rm 5.15-17; I Tm 2.1-4). Se Cristo agiu assim, por que não posso amar o meu inimigo? Por que não posso suportar o meu próximo? Por que não posso simplesmente cuidar daquele que está ao meu lado precisando de um apoio nas mais diversas áreas da vida? Pensamos as vezes que o mais complicado é amar o nosso inimigo, mas esquecemos que a personalidade de muitos amigos nossos é a barreira para amá-los em Cristo, suportá-los e reanimá-los à firme fé. Isso não é fácil, mas Cristo nos deixou o exemplo.


3. Ser paciente e consolar o outro (vv. 4,5):

Entramos num ponto em que inevitavelmente precisaremos abrir um escopo. Antes, porém, Paulo relembra o propósito das Escrituras, que neste caso remetia ao AT, mas para nós refere-se a toda a Bíblia.
Partindo desse pressuposto temos a convicção de que tudo quanto foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, i.e., a Palavra de Deus merece toda exaltação, sobretudo nos dias atuais, onde qualquer ideia, frase, máxima, pensamento, experiência pessoal, manifestações duvidosas, etc., tornam-se "mensagem divina". Já naquele tempo, Paulo tinha o cuidado de alertar seus irmãos na fé a respeito. Hoje não é diferente. As vezes lidamos com pessoas que parecem ser movidas à movimentos espirituais. São os sedentos por "profetadas". Evidentemente Paulo não está especificando isto aos romanos, mas situações do cotidiano de sua época que se assemelham as que vemos hoje. Aos coríntios, e.g., o apóstolo dos gentios encontra e corrige certas atitudes que não deveriam fazer parte de uma igreja que possuia todos os dons possíveis:
"Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-los. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem? (I Co 3.1-3 ARA. Grifo nosso).
Reparemos que o fato de haver contendas entre os santos de Corinto os tornavam automaticamente crianças em Cristo, carnais, que conseguiriam apenas se alimentar de "leite". Esta situação gerou em Paulo a paciência em ter que lidar com eles, e não apenas isso, mas consolá-los devidamente.
Se Paulo possuiu em seu ministério sentimentos vários, como paciência e consolo para com o outro, conclui-se que isso é fator resultante da sua devida reverência às Escrituras. Ora, à Timóteo ele foi categórico: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra." (II Tm 3.16,17 ARA). É mister repetir mais uma vez: já em seu tempo Paulo exaltava às Escrituras e hoje elas devem ser ainda mais. Ele foi paciente com os romanos sabendo das ordenanças escriturais. Usou de consolo (e não de tropeço) para com eles porque vivia uma vida totalmente devotada às Escrituras (I Co 2.1-5).
A paciência aqui demonstra amor, cuidado, preocupação com a condição alheia e anda de mãos dadas com a perseverança. Isto é qualidade de quem foi realmente justificado por Deus e pratica tais caracetrísticas por onde passa (Rm 5.1-5; II Pe 1.5-8). É impressionante perceber como Paulo exaltava as Escrituras e lembrar que ele falava somente do AT. Se assim era, imagine nos tempos atuais que dispomos de todo o cânon bíblico. Exaltadas sejam as Escrituras e seus Autores!
Entendemos paciência em harmonia com perseverança ao analisarmos o termo grego hupomone e ao classificarmos como paciência ativa, i.e., quando se faz o bem (Rm 2.7) e se vê os frutos produzidos (Lc 8.15) visando a um fim proveitoso (Hb 12.1).2

O escopo que precisa ser aberto é quando Paulo menciona o consolo que se deve prestar ao outro. Consolo é o terceiro ponto da profecia neotestamentária, i.e., somente possui valor se levado em consideração sua prática após a ressurreição de Cristo: "Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando, consolando." (I Co 14.3 ARA. Grifo nosso). Não se trata aqui de uma profecia ligada ao AT, onde os profetas recebiam a revelação de Deus e a repassavam ao povo ou quando dispunham de certa autoridade divina pelo ofício que possuiam. Aos conríntios Paulo explica que entre os dons existentes na igreja, o de profecia consistia não mais em trazer a revelação divina à igreja, pois isso passaria a ser função exclusiva das Escrituras, mas o que ele estava querendo dizer é que aquele que profetiza se dedica em edificar (arquitetar, estruturar, confirmar), exortar (encorajar, admoestar, animar) e consolar (abraçar, nutrir uma íntima amizade). É importante mencionar que cada uma dessas características deveriam/devem ser convenientemente exercidas mediante a fé.3
Tanto em Romanos quanto em Coríntios o termo utilizado para consolo possui o mesmo sentido, com vocábulos em sinonímia: paraklésis e paramythia, respectivamente, que significam conforto e forma a expressão consolar/confortar por meio de súplicas, i.e., aquele que conforta ou consola o fraco na fé a proseguir em sua vida cristã o faz com súplicas buscando levá-lo a pensar e viver as coisas mais palpáveis e sólidas, com muita paciência (súplica, fervor, insistência, amor, dedicação, etc.).Ser paciente e consolar o outro é, portanto, ajuda-lo a crescer e auxilia-lo na manutenção deste crescimento. É construir, não destruir, na fé.


4. Deus é o provedor (v. 5):

Se a paciência e o consolo emanam das Escrituras e dela surge a esperança, todas essas coisas vem de Deus:
"E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica." (II Co 3.4-6 ARA. Grifo nosso).
Paulo é definitivo em dissertar acerca da nova aliança. Mais uma vez aos coríntios ele demonstra que a nova aliança depende de uma fé fortificada e sustentada em Cristo, não na lei (que aqui ele chama letra), mas no espírito (como em espírito e em verdade - Jo 4.24).
Não há muito o que comentar quando se percebe que o criador de tudo é Deus, o que o coloca como provedor de tudo também: "E teu pai, que vê em secreto, te recompensará." (Mt 6.6 ARA).
Jesus já havia nos alertado que chegaria o tempo em que ele seria sinônimo de entretenimento apenas (Mt 27.33-44; Mc 6.3). Mas Jesus nunca foi um entretenimento, muito menos uma piada. Jesus foi o criador de todas as coisas, estava com Deus antes da fundação do mundo (Jo 1.1; Cl 1.17) e isso faz dele o dono e provedor de tudo. Aqui, tanto Deus como sua Palavra merecem ser exaltados, e se lançamos algo de bom para o outro, de forma que venha a ser cada dia fortificado mediante o Evangelho, é por mérito de Cristo (I Tm 3.14-16).


5. Glorificar a Deus, edificar pessoas (vv. 5-7):

Nossa base de uma vida cristã resume-se nesses dois pontos: glorificar a Deus e edificar pessoas. Glorificar a Deus é honrar toda a nossa vida, nossos atos, atitudes, gestos, ações, pensamentos, negócios, estudos, etc., enquanto que edificar pessoas é justamente despir-se do egoísmo e praticar o altruísmo, contribuindo com tudo o que temos para o crescimento do corpo de Cristo.
Sobre os últimos versículos da nossa reflexão é preciso destacar três vertentes:
a) Reconhecer que Deus é o provedor de tudo é a maior forma de glorificá-lo.
b) Transmitir o que ele nos dá ao próximo é edificar pessoas, além de glorificá-lo também.
c) Devemos servir a todos concordemente e a uma só voz. Isso também é glorificá-Lo.

Precisamos compreender que ao mencionar concordemente, Paulo expressa a ideia de ter a consciência de que pertencemos a mesma família. Somos igreja, formamos a Noiva de Cristo, somos o seu corpo. A uma só voz complementa a ideia de uma família que funciona, i.e., não basta ser uma família, ela precisa funcionar, onde todos os membros estão unidos, conscientes, bem ajustados, coordenados:
"O certo é que há muitos membros, mas um só corpo. Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós. Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários; e os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra; também os que em nós não são decorosos revestimos de especial honra... Contudo, Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha, para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros. De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam." (I Co 12.20-26 ARA. Grifo nosso).

NOTAS SOBRESCRITAS:


1. Pensamentos de arquivos pessoais acerca do altruísmo de Jesus Cristo aprensentado por toda a Escritura.
2. PACIÊNCIA. In: VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE Jr., William. Dicionário Vine. Rio de Janeiro: CPAD, 2012. p. 842-843.
3. É indispensável pensarmos no fato de que revelações ainda existem, levando em consideração a realidade de que todos precisam se beneficiar com isso, além da extrema responsabilidade (I Co 14.30-32). Todavia não num sentido veterotestamentário onde o que era dito por parte de Deus ao profeta e repassado ao povo tinha a ver com o futuro de uma nação, povo ou mesmo da terra. Para isso temos as Escrituras com toda a revelação suficiente acerca do fim dos tempos. Não confundamos profecia do AT com profecia do NT (Mt 11.13; Lc 16.16; cf. Hb 7.12). Informações mais apuradas a respeito de profecia do AT e NT merecem um espaço de discussão maior.
4. BÍBLIA de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011. p. 2339-2340.

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