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quarta-feira, 2 de março de 2016

3 características de uma igreja morta

A igreja subsistirá, mas...
"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que tem têm cauterizada a própria consciência." -  I Timóteo 4.1,2.

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A primeira vez que preguei este sermão foi no segundo domingo de dezembro de 2015, o dia da Bíblia, e foi uma noite especial para mim, pois me deliciei com esta verdade desde o primeiro momento que o construi. Foi um momento marcante.
Não há como não confessar o fato de que sim, nós estamos vivendo tempos difíceis. Já dizia o filósofo Marco Túlio Cícero: "O tempora! O mores!", "Que tempos! E que costumes!", tempos que costumo dizer como Cristo afirmou: "Este é o princípio das dores." (Mt 24.8). Há de se perceber que os tempos em que vivemos atualmente são bastante estranhos, em vários sentidos, não apenas para a Igreja mas também para a sociedade em geral, afinal, o que ocorre na vida cotidiana reflete na Igreja, e vice-versa. É estranho ver que pessoas lutam para normalizar leis que obriguem crianças a escolherem seus gêneros sexuais, que a Igreja seja obrigada a realizar casamentos de pessoas do mesmo sexo, que a prostituição deve ser legalizada, assim como as drogas, que haja mentira no meio evangélico e ninguém, tendo pleno conhecimento dos fatos, faça nada, que aquilo que a Bíblia diz que é pecado seja tratado como algo frequente e normal. Contudo, o mais estranho é perceber que cristãos estão abrindo a guarda e aceitando (esta é a palavra) determinados pontos que as Escrituras já proibiram (esta é a antonímia).
O artigo de hoje parte do princípio da apostasia, passeia um pouco sobre outros princípios bíblicos e depara-se com as três principais características que uma igreja morta, ou prestes a isso, possui: A igreja que não ora, relativiza o pecado e abandona as Escrituras.

O termo grego apostasia significa desistência ou abandono da fé. Nós precisamos entender o quanto isto é sério e real. Quando alguém abandona ou desiste da fé é porque um dia a teve, i.e., o fenômeno da apostasia ocorrerá dentro da igreja. Não, a Igreja não será destruída, Jesus deixou isso claro (Mt 16.18), mas alguns se tornarão desertores (Mt 24.24; cf. II Ts 2.3).
O fato é que a geração do individualismo, do egoísmo, do "eu" e "meu" tomando o lugar do "nós" e "nosso" e imperando o interesse próprio causando o definhamento da importância coletiva não pode ser descrita noutra época senão nesta, a qual vivemos. Paulo fala para Timóteo acerca de líderes que possuem a consciência cauterizada, i.e., solvida, destruída, consumida, queimada, dissolvida com ácido efervescente, exatamente a expressão que se forma através do grego nesse texto. Talvez sejam estes os mesmos líderes do quais muitos se cansarão de ouvir a sã doutrina e os procurarão a fim de atenderem as suas próprias cobiças (II Tm 4.3).
Sobre estes líderes nefastos temos pelo menos três pontos a destacar antes de entrarmos nas três características de uma igreja morta:

(1) Possuem espíritos enganadores: pregam frequentemente em suas igrejas a múltipla bênção somente para aqueles que dizimam, como se a bênção do Senhor repousassem somente sobre os que trazem o dízimo. Ensinam aos membros que a igreja deve existir antes do que a família, quando na verdade a ordem é primeiro Deus, segundo a família e depois a igreja, afinal, se nenhum líder pode governar a igreja sem primeiro governar bem a sua própria casa (I Tm 3.5; cf. Mt 22.36-40), de que adianta pôr em primeiro lugar o que a Bíblia já decretou sua devida posição?
(2) Seus ensinos vem de demônios: o termo grego daimonion traduz a palavra demônio aqui não necessariamente como a personificação do demônio, mas um pequeno demônio, i.e., alguém que está sendo orientado por um espírito das trevas. Os cultos nas igrejas desses líderes contem uma demonização demasiada, mais ênfase no inferno do que no céu, mais fogo do que água.1
(3) Suas mentes são cauterizadas: a cauterização da mente é definida como pessoas que possuem uma mente destruída, solvida, comsumida por um ácido (cáustico, cautério, esta é a significação do termo cauterizado). Os líderes que contém a mente cauterizada geralmente introduzem a hipocrisia e a mentira em seus sermões, isto com muito argumento convencível. Nos dias de hoje é possível ver a perversidade sexual dentro das igrejas como sendo algo simples e normal (não que isso nunca tenha acontecido), como se Deus não abominasse. A mentira e a hipocrisia apregoadas por tais líderes vem carregada de manipulação maléfica. É tão pecado quanto. Um bom começo para essa prática que nos serve como sinal de alerta é o argumento nos púlpitos de que ser cristão é ter seus problemas pessoais resolvidos. A sociedade a qual vivemos é sofrida, sobretudo os de baixa renda. Há problemas na saúde, na educação, na segurança, na economia, na política, etc., a frustração tomou conta da nação e do mundo, de forma geral, e se existem estes problemas as igrejas emergentes e praticantes do que já denominam pós-pentecostalismo caem como uma luva na estratégia de oferecer "um milagre". Todavia, a essência do Evangelho não é a busca por milagres, e é preciso voltar a pregar essa verdade. Jesus nos deixou claro que segui-lo é semelhante a abrir mão de muita coisa, do conforto, da própria vida, se preciso, para, de fato, herdar a salvação (Mt 16.24,25; Lc 9.23,24).

Sobre homens assim, Davi já lamentava com Deus desesperadamente no seu tempo: "Socorro, Senhor! Porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens. Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido." (Sl 12.1,2).


1. O esfriamento nas orações:

A primeira característica de uma igreja morta resume-se no abandono da simples prática de orar. Logo, precisamos partir da definição do que é orar.

• O que é oração? Oração é o exercício espiritual mais básico, é para o crente o que a respiração é para o ser humano. Se o homem parar de respirar ele morre, se o crente parar de orar, ele morre. Contudo, sobre oração ainda há, mais de 2000 anos após o ensino de Jesus, inúmeras dúvidas no povo acerca disso. Por quê? Porque não se ensina mais. E por quê? Porque não se ora mais. E por quê? [...]
A Bíblia nos mostra Ana orando só com o coração, com amargura de alma (I Sm 1.10,13). Daniel orava três vezes ao dia (Dn 6.10). Moisés orava quarenta dias e quarenta noites (Ex 24.18; 34.28; Dt 9.9). Paulo orava sem cessar (I Ts 5.17). O publicano nem ousava olhar para o céu, batia no peito e dizia: "Sê propício a mim, Senhor, que sou pecador!" (Lc 18.132). Jesus, em sua agonia, suou sangue, mas ensinou que a vontade do Pai deve prevalecer (Lc 22.44). As três bases para a oração que Jesus ensinou inicia com o termo "portanto vós orareis assim..." (1) Sem hipocrisia, (2) sem a necessidade de que todos vejam e (3) a vontade do Pai deve prevalecer (Mt 6.5-15). Até para escolher seus doze discípulos Jesus virou a noite orando (Lc 6.12,13).


2. A relativização do pecado:

A segunda característica de uma igreja morta é com relação ao pecado. Einstein, Lorentz e Newton que os diga: "relativizar algo é reconhecer que há mais de um caminho que dão no mesmo lugar." Obviamente eles estão falando de Física, mas o que pretendo utilizar desses cientistas que marcaram a humanidade com suas teorias, pensamentos e conclusões é a definição de relativo. Isso significa que relativizar é considerar algo de um ponto de vista relativo, e não absoluto, i.e., há várias visões perfeitamente plausíveis, ainda que diferentes, que produz um mesmo efeito. O problema é que as Escrituras mencionam e possuem valores absolutos, ou seja, quando elas dizem que mentir é pecado e o mentiroso não herdará o reino de Deus é porque não há como negociar, é pecado e não herdará o reino de Deus e ponto. Da mesma forma a questão da homossexualidade, tão arduamente debatida na atualidade: é pecado e o praticante não herdará o reino de Deus (I Co 6.9,10 NVI). Segue-se a mesma lógica para outras práticas contrárias as Escrituras (e.g. Gl 5.19-21). O que dizer, por exemplo, da inimizade, que é tão pecado quanto a famigerada homossexualidade? E o fato de alguém afirmar que ama a Deus mas odeia o seu irmão? É tão pecado quanto qualquer outro pecado, e não há qualquer negociação (I Jo 4.20).
Há alguns anos a mídia implantou na sociedade que o sexo é bom e não precisa ser praticado somente no casamento, desde que se use o preservativo. Sim, o sexo é bom, mas é reservado para o casamento3 e a questão do preservativo é uma [bela] desculpa para a prática sexual desenfreada, aliás, essa mensagem é muito ultrapassada, já se fala e se vê crianças "mudando de sexo" numa frieza obscura.


"Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça. Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniquidade; os vossos lábios falam mentiras, e a vossa língua profere maldade." (Is 59.1-3 ARA. Grifo nosso).

Há quem, incansavelmente, mencione Isaías 59.1 como uma bênção sem medidas de Deus para o povo, e de fato é, mas o texto segue e os próximos versículos trazem a realidade de Israel daquela época, um povo sangrento, pecador, iníquo, nefasto, deplorável, vergonhoso. O que Deus falou pela boca de Isaías não era negociável, mas valor absoluto: "as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus." Enquanto o povo não se arrependesse e voltasse a praticar boas ações, a mão do Senhor permaneceria fechada. A relativização do pecado existe quando o povo ignora a prática do erro e (obviamente) torna-se conivente com os erros dos líderes. Jesus chamou isto de "coar o mosquito e engolir o camelo" (Mt 23.24).
O ministério de Jesus foi baseado no Antigo Testamento e muitos de seus ensinamentos não poderiam estar fora da primeira parte das Escrituras.
O capítulo 23 de Mateus é uma séria de advertências e censuras contra os escribas e fariseus relativistas de sua época. Eles eram radicais contra muitos erros, mas deixavam passar ridiculamente outros, i.e., "coavam mosquitos e engoliam camelos". Mas o que significava isso? A resposta está na Lei, mais precisamente em Levítico 11.4,20 (grifo nosso): "Destes, porém, não comereis: dos que ruminam, ou dos que tem unhas fendidas: o camelo (...) Todo inseto que voa, que anda sobre quatro pés, será para vós outros abominação." Tanto o camelo quanto o inseto que voa, i.e., o mosquito (além de outras espécies), eram para os hebreus animais impuros, abomináveis, por questões de saúde física ou inconveniência: um camelo seria muito mais útil para transporte do que para alimento, assim como seria totalmente inviável comer mosquitos (ou coá-los), logo, as palavras de Jesus pode até soar para nós estranho, mas provavelmente para os escribas e fariseus, peritos na Lei, não. Noutras palavras, Jesus está nos alertando quanto ao ato cruel de tornar puro o que a Bíblia já tornou impuro. Os relativistas usam de muita malícia, manipulação, homilética preparada, argumentos convencíveis e um toque de revolta a fim de criar novos caminhos para Deus. Contudo, a Bíblia já deixou-nos seu valor absoluto quanto ao caminho: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." (Jo 14.6 ARA)Engolir o camelo ou coar o mosquito é negligenciar uma verdade tentando escondê-la. Não há discussão bíblico-teológica que destrua um valor absoluto da Bíblia.


3. O abandono das Escrituras:


Por fim a terceira característica de uma igreja morta não poderia ser outra senão o abandono das Escrituras. A igreja qua não ora e ainda relativiza o pecado só pode estar fora da Palavra de Deus.


"Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar (...) Então, o eunuco disse a Filipe: peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus." (At 8.29-35 ARA).

O diácono Filipe é enviado pelo Espírito Santo até o local onde o eunuco se encontra lendo o livro do profeta Isaías. Alguns pontos são importantes para que entendamos melhor a situação. Acerca disso, William MacDonald afirma: "O anjo podia dirigir Filipe, mas não podia realizar a tarefa de pregar o Evangelho, pois esse privilégio foi dado aos homens, e não aos anjos."4
A passagem em apreço nos faz refletir noutros pontos: (1) A palavra de Deus estava sendo lida, porém, não compreendida. (2) Não havia nas proximidades quem ensinasse, logo, percebemos a necessidade da ação missionária. (3) Quem envia é o Espírito Santo. (4) A pessoa que o Espírito envia já é preparada. (5) Há uma grande necessidade de satisfazer a curiosidade: "Como vou entender se não há quem ensine?" (6) O enviado pelo Espírito não falha porque está sob orientação divina. (7) Há o ensino claro, simples e objetivo da palavra de Deus. (8) Do ensino surge a compreensão. (9) Da compreensão surge a fé. (10) Da fé surge a conversão. (11) Da conversão surge a consolidação, i.e., o batismo. (12) Missão cumprida. O Espírito Santo agora envia seu missionário para outra missão.
Percebamos como tudo circunda a palavra de Deus. Sem as Escrituras não existe o mover divino, nem conversões de pessoas, nem compreensão clara da mensagem. A igreja não pode orar, jejuar, consagrar-se, cantar, adorar, servir, amar o próximo, etc. sem obter as regras de como cumprir essas ordenanças que só estão contidas nas Escrituras. A igreja sempre se livrará do pecado e sempre saberá o que é, de fato, pecado se obter e manter íntima relação com as Escrituras. A igreja sempre escolherá agradar a Deus pelo conhecimento obtido nas Escrituras. Ora, as Escrituras revelam quais são os nossos erros, como nos arrependemos e como não mais cometê-los, as regras que as Escrituas nos oferece são essenciais, sem elas a igreja simplesmente esmorece (Rm 7.7-25).

Sobretudo, ainda a respeito do abandono das Escrituras, percebe-se que não se vê mais com tanta frequência nas igrejas de hoje, Bíblias surradas, velhas, riscadas, rasuradas, descosturadas, descoladas, amassadas, gastas, etc. como sinal daquele que realmente a utiliza todos os dias. O que se vê é o contrário: um desfile de Bíblias novas com letras douradas, capas chamativas, títulos de estudo nobres, etc. (não há nada de errado em utilizar Bíblias novas, quem lê entenda). Não há mais o tempo necessário para o aprofundamento, não existe mais calma para entender as Escrituras. As pessoas querem ler rapidamente um texto bíblico hoje e já pregar amanhã. Nos dias atuais o que ocorre é o surgimento de uma geração de crentes apenas nas redes sociais: pessoas que passam o dia publicando versículos decorados, citações de pastores, teólogos e pensadores (também não há nada de errado nisso), mas sem nenhuma reflexão própria, nada que prove aos leitores que realmente tal pessoa gastou tempo estudando e orando acerca do que publicou. Essa mediocridade e pobreza bíblica são facilmente notadas pelas conversas pessoais que se tem com essas pessoas, não se ouve algo maduro, profundo e espiritual, o que se ouve é balela, pensamentos rasos, distorcidos, sem qualquer preocupação no que se diz. Tais crianças na fé falam muito em milagres, movimentos, fogo, determinismo humano, autoridade humana (onde que o homem tem alguma autoridade, se toda ela foi dada a Jesus?), etc. Não se vê mais crentes como os bereanos, cuja Bíblia os menciona como nobres por ouvir nada menos que um dos maiores teólogos e pensadores das Escrituras, Paulo, e mesmo assim conferiam nas Escrituras se o que era dito procedia de Deus (At 17.11).

O povo perece por falta de conhecimento (Os 4.1-9), e no tempo de Oséias o povo perjurava, mentia, matava, furtava, adulterava e cometia arrombamentos e homicídios. Vale destacar que este povo era o povo de Deus cuja Bíblia ressalta o fato de que a terra estava de luto por suas obras, tudo isso por falta de conhecimento de Deus (Os 4.1). A igreja que não ora, relativiza o pecado e abandona as Escrituras para se apoiar em suas próprias regras se torna apóstata, insensível, infiel, impiedosa e insubmissa.
A Bíblia nos oferece exemplos excelentes. Dos mais famosos podemos citar: (1) Para Josué Deus disse: "Medita neste livro da lei dia e noite." (Js 1.8). (2) Esdras respondeu à sede do povo, leu o livro da Lei e explicou de maneira que todos compreendessem (Ne 8.1-12). (3) Hilquias, sumo-sacerdote no reinado de Josias, encontrou o livro da Lei na Casa do Senhor, o que desencadeou um avivamento histórico embasado nas Escrituras (II Rs 22.8). (4) Filipe e o eunuco, que já citamos acima (At 8.26-40). (5) O próprio Jesus que combateu tantos líderes judaicos de sua época (e.g. Jo 5.39,45-47). (6) O primeiro discurso da Igreja proferido por Pedro é uma compilação de textos das Escrituras (At 2.14-36). (7) Paulo tem em seu ministério a marca de um verdadeiro apologeta (I Co 2.4,5; 3.11; II Tm 3.16,17). (8) O Salmo 119 é uma clara exaltação da Lei, versos que entronizam as Escrituras. Mas não, a Igreja não será destruída, Jesus deixou isso claro (Mt 16.18), porém alguns se tornarão desertores (Mt 24.24; cf. II Ts 2.3).
Voltemos para as Escrituras.

NOTAS SOBRESCRITAS:

1. É preciso entender que a figura do Espírito Santo como consolador da Igreja é muito mais simbolizada na Bíblia, em especial no NT, utilizando a água do que o fogo propriamente dito (e.g. Jo 7.37-39). A maioria das menções do fogo referente ao Espírito Santo no NT refere-se à condenação dos que não creram em Cristo (e.g. Mt 3.11,12) ou a ilustração, não à literalidade, da presença marcante do Espírito no crente (e.g. At 2.3 - reparemos na expressão como de fogo e não eram fogo).
2. O texto em questão trata-se de um parábola, logo, extraímos dele não a literalidade da mensagem, mas a lição proposta.
3. Não cabe aqui discutir o caso do sexo ser reservado somente para o casamento ou não, tal discussão já foi muito bem exposta, cabe a cada um de nós aceitar a verdade e executá-la. Porém, caso ainda haja uma fagulha de dúvida (e sempre há) cito apenas I Coríntios 7.9: "Caso, porém, não se dominem [quanto ao desejo sexual], que se casem."
4. MaCDONALD, William. Comentário Bíblico Popular: Novo Testamento. 2. ed. São Paulo: Mundo Cristão, 2011. p. 357.

1 comentários:

ROSIANE847 disse...

UAUUU, que profundidade este texto. Fui extremamente confrontada com essas verdades baseadas nas Escrituras.